Dia dos Avós

09/07/2021

Imóveis

Ah, os avós! São doces e bem açucarados, cuidam e ainda dão a liberdade para evoluirmos e aprendermos. Hoje, 26 de julho, Dia dos Avós, quero dividir com vocês a história de alguns dos nossos avós. Questionei todos aqui da Moysés Imóveis sobre lembranças com seus avôs e avós e foi emocionante, acompanhe abaixo:

Para a Valéria, nossa Auxiliar em Vendas, a “vovó Sofia” é a mais pura lembrança de sua infância, conta que nas férias escolares sempre a mãe levava para a fazenda da avó: “A mãe me deixava lá e voltava para me buscar um mês depois. Peguei o gosto de cozinhar por causa da vovó Sofia, lembro que ela começava às 10h da manhã e sempre utilizada o fogão à lenha”. A Valéria ainda contou que ajudava a mexer com os bichos, acordava às 6h da manhã para tirar leite. Mas o que mais chamou minha atenção foi a frase “não sei o porquê adorávamos isso”, são aquelas histórias que podem não fazer sentido depois de algum tempo, mas que gerou uma memória afetiva, fez sentido na época e fará a diferença por uma vida inteira, e é isso que os avós fazem em nossas vidas, a diferença!

Já para o Corretor Eduardo, a avó Fúlvia era uma mulher forte. Conta que saiu de Pinheiro Machado para trabalhar na Receita Federal em Porto Alegre em uma época que as mulheres pouco atuavam no mercado de trabalho, “Em 1954 se separou do meu avô, uma época de acentuado preconceito, e ela dizia faz o que dá, o que tem que fazer”. Relata ainda: “Na infância ela vinha visitar com frequência, pois ela morava em Porto Alegre, sempre gostei de jogar basquete e nessas vindas dela saíamos e ela me presenteava com tênis de basquete, lembro também que na época não tinha McDonald’s em Pelotas e ela trazia uma sacola daquelas de muamba cheia de Big Mac”.

A avó Conceição é a primeira que vem na lembrança da Dona Lourdes, já direto lembra que ela faleceu com 104 anos. “Lembro pouco dela, tinha 9 anos quando ela faleceu. A vó Conceição era brava, passava a bronca, mas ao mesmo tempo era carinhosa."

A Júlia, nossa Diretora de Arte, estava em seu primeiro dia de férias quando precisei perguntar à ela um pouco sobre a avó, a qual ela fala sempre. É daquelas que liga e pergunta como está, se pegou o casaco e se alimentou... Por isso fiz o mesmo! Liguei e veja o que descobri sobre essa avó arretada, que hoje reside em Pelotas, mas veio do Nordeste em busca de uma vida melhor para sua família. Ela criou os 5 filhos boa parte do tempo sozinha, então uma das primeiras frases da Júlia foi: “Avó Joana é uma mulher muito presente em minha vida, o que mais lembro é do Natal em família, é sagrado! Em 2020, devido a pandemia, me doeu muito não passar pertinho dela”, e completou: “Quando penso nela dá lágrimas nos olhos, pois é minha segunda mãe. Ela cuidou de mim para que meus pais trabalhassem, liga sempre e está sempre presente na minha vida."

O Moysés Katz sempre fala do avô Nathan, vindo da Rússia, passou pela Primeira Guerra Mundial e chegou ao Brasil para fazer sua morada em Passo de Estrela na época em Lajeado, conta “desde que me conheci por gente passei as minhas férias na casa do meu avô materno. Era um homem de 1,87m de altura, possante, olhar inteligente, personalidade forte, mas suave, compreensível e amoroso. Havia lutado na Primeira Guerra como soldado russo e trazia profundas marcas na alma. Havia tempos que aprendera a chorar e a divertir-se sozinho, uma vez que minha vovó não se fazia presente”. Moysés complementa: “Nas férias, uma vez por semana, me levava ao cinema, era magnífico estes momentos e ficarão para sempre em minha memória”.

Deixei por último, pois é difícil expressar a ligação que sinto por minha avó Alice, na memória não vem nenhuma lembrança que possa relatar, porém sempre senti uma ligação imensa com minha avó. Uma de minhas tias sempre conta que em um momento que meu pai e ela tiveram um desentendimento, ela esperava ele sair para trabalhar e aparecia para me ver. Minha avó faz parte da geração que passou por muita dificuldade, que a roupa era lavada bem distante de casa, em uma rua que se chamava Rua dos Tanques, na cidade de Jaguarão.
Algumas pessoas me relataram, que não havida fartura de alimento na casa, mas mesmo assim sempre dividia o que tinha. E como estamos falando em emoções, a avó Alice faz com que eu sinta a responsabilidade de evoluir com a valorização de nossas raízes e a não julgar o próximo e sim ajudá-lo, pois nunca sabemos a história completa por trás de uma vida.

Sei que o texto está longo para alguns, mas se você chegou até aqui, siga! Pois para finalizar, compartilho a poesia de Elena Mikhalkova, de “A Sala das Chaves Antigas”, espero que gostem!
 

“Minha avó uma vez me deu uma dica:
Em tempos difíceis, você avança em pequenos passos.
Faça o que você tem que fazer, mas pouco a pouco.
Não pense no futuro, nem no que pode acontecer amanhã. 
Lave os pratos.
Retire o pó.
Escreva uma carta.
Faça uma sopa.
Você vê?
Você está avançando passo a passo.
Dê um passo e pare.
Descanse um pouco.
Elogie-se.
Dê outro passo.
Depois outro.
Você não notará, mas seus passos crescerão cada vez mais.
E chegará o tempo em que você poderá pensar no futuro sem chorar”.


Desejo mais que um Feliz dia dos Avós, que seja possível desfrutar ou lembrar com afeição e emoção da referência deles em suas vidas.
 

  Texto: Elizangela Medeiros
  Revisão: Eduardo Katz e Valéria Bianchini
  Arte: Júlia de Lima